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Bemti lança "Samba!", single com participação do duo ÀVUÀ

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05/06/2021 05h29
Por: Miquel Souzza Fonte: Assessoria de Comunicação.
Reprodução / Imprensa.
Reprodução / Imprensa.

Com as gravações do segundo disco intitulado “LOGO ALI” finalizadas - álbum selecionado no edital Natura Musical de 2019 - o mineiro Bemti apresenta o segundo single “Samba!”. A música tem participação do novo duo paulista ÀVUÀ, formado por Bruna Black e Jota Pê, e sai acompanhada de clipe também no dia 02.


Neste momento, o artista segue revelando o universo sonoro e conceitual do novo disco que teve como ponto de partida o single “Catastrópicos!”, faixa com participação de Jaloo e que já conta com mais de 180 mil plays no Spotify. Quem assina a produção musical do disco são Luis Calil (Cambriana) e Pedro Altério (5 a Seco).


O novo single, “Samba!”, começa como uma bossa guiada pela voz de Bemti e sua viola caipira de 10 cordas, logo toma curvas inesperadas até atingir proporções épicas num som colorido com sopros, sintetizadores, cuíca e construções com as vozes marcantes de Bruna Black e Jota Pê. A composição, segundo o artista, é uma “ressaca de um carnaval que não aconteceu”, caminhando entre a resignação e a insatisfação de uma solidão sem precedentes. Assombrado por uma cara que ele viu “em tantos caras”, o cantor se pergunta sobre os tamanhos de um amor definitivo e da própria companhia.


Assim como em “Catastrópicos!” (e no restante do disco “LOGO ALI”) o tema do “fardo tropical” volta de diferentes maneiras em “Samba!”. O peso de existir como brasileiro nesse contexto histórico e sendo um artista LGBTQIA+ atravessa os sons e os temas do disco, misturando catarses e apocalipses coletivos e individuais. Mas o artista busca letras que refletem o que sentimos sem ficarem presas à catástrofe atual. Que possam ser lidas de maneira íntima hoje e no futuro sem soarem datadas.


“No período em que eu trabalhei no meu primeiro disco, o ‘era dois’, ouvi de diversas pessoas que o meu som era ‘estrangeiro demais’. Eu sempre achei isso bem intrigante porque eu canto em português e a base do meu som é um instrumento que surgiu no Brasil. O que é essa brasilidade que as pessoas esperam? É um código a ser seguido ou um clichê? As músicas do ‘LOGO ALI’ apontam para diferentes Brasis, mas o objetivo é fazer do meu jeito, transgredindo essas expectativas e o auto-comentário do clichê pra tentar executar essas ‘brasilidades’ do jeito mais honesto que eu conseguir. ‘Samba!’ é um ótimo exemplo dessa jornada (e o ponto de exclamação desse e de outros títulos é um elemento para construir essa intensidade).” conta Bemti.


“Quando “Catastrópicos!” saiu, fiquei feliz que as pessoas abraçaram esse ‘cavalo de Troia’: a música foi super bem recebida e ainda leio muitos comentários de que é minha música ‘mais brasileira’ até hoje, sendo que as influências e a própria estrutura super quebrada dela vêm de muitos lugares inusitados. No caso da ‘Samba!’ dá pra pontuar como referências o disco ‘Elza Soares’ de 1974, os Afrosambas de Vinícius e Baden Powell, o ‘Reflektor’ do Arcade Fire (que é bastante influenciado pelo Carnaval), Moses Sumney, Bon Iver e até músicas como ‘my future’ ,de Billie Eilish.” conclui. 

 

Já o clipe de “Samba!” foi dirigido pelo premiado diretor mineiro Ricardo Alves Jr. (“Elon Não Acredita Na Morte”, “Vaga Carne”) e filmado no emblemático Teatro Francisco Nunes, que fica dentro do Parque Municipal de Belo Horizonte e já foi palco para artistas como Caetano, Gal, Vinícius de Moraes e Baden Powell. No clipe filmado em plano sequência, Bemti e os bailarinos Andreia Deom e Pedro Verçosa se alternam em diferentes ambientes dentro do teatro, se envolvendo e se afastando envoltos por um carnaval fantasma: uma euforia que passa e deixa marcas.


Duas semanas antes de “Samba!”, Bemti lançou “Canções para a série Hit Parade”: duas músicas escritas exclusivamente para a série que estreou no Canal Brasil e Globoplay.


Bemti foi selecionado pelo edital Natura Musical, por meio da lei estadual de incentivo à cultura de Minas Gerais (LEIC), ao lado de Luiza Brina, Pássaro Vivo, aocoral, Mostra Negras Autoras e Casa Poça, por exemplo. No Estado, a plataforma já ofereceu recursos para mais de 140 projetos de música até 2020, como Bemti, Fernanda Takai, Lô Borges e Meninos de Araçuaí.

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